Após semanas de incerteza e indignação entre viajantes e consumidores, o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em transações internacionais foi oficialmente revogado. A mudança temporária, que vigorou entre 23 de maio e 26 de junho, elevou significativamente o custo de compras no exterior, remessas internacionais e contratação de crédito, impactando diretamente turistas, empresas e profissionais com operações globais.
A medida foi implementada por meio de um decreto presidencial e, embora tenha sido derrubada pelo Congresso Nacional no final de junho, só teve sua revogação formalizada com a publicação de um novo decreto no dia 27 do mesmo mês. Com isso, surgiu a dúvida: quem pagou imposto a mais nesse período será reembolsado?
Alguns bancos e instituições financeiras já se posicionaram:
- Nubank: anunciou que irá devolver os valores cobrados a mais para clientes da conta global Ultravioleta, considerando transações feitas entre 23 de maio e 26 de junho.
- Wise: fará reembolsos apenas para operações realizadas a partir da meia-noite de 27 de junho, com base no horário de Brasília.
- Nomad: não fará reembolsos, alegando que o retorno às alíquotas anteriores já beneficia os clientes.
- Banco Inter: ainda não confirmou reembolsos, mas destacou melhorias em seu spread e manteve a comunicação ativa com os clientes sobre o cenário tributário.
A situação ainda pode ter desdobramentos legais. Pequenas e médias empresas que contrataram crédito com as alíquotas elevadas durante o período podem buscar ressarcimento na Justiça. A discussão também foi levada ao Supremo Tribunal Federal, onde uma ação do PSOL contra o aumento do IOF será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Para o setor de turismo, o episódio acende um alerta importante: oscilações tributárias afetam diretamente o planejamento e os custos de viagens internacionais. Além disso, reforça a importância de estar atento aos direitos do consumidor e à postura das instituições financeiras em momentos de instabilidade.
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