O Peru foi agraciado neste sábado pelo quarto ano consecutivo como "melhor destino culinário do mundo" nos World Travel Awards, também chamado de "Oscar do turismo" e que cada ano premia o mais que há de mais destacado do setor de viagens no mundo.A final destes prêmios, precedidos de várias edições regionais, aconteceu no luxuoso hotel Mazagan Beach Resort, no litoral atlântico marroquino.
Os organizadores destacaram que o Peru se consolidou na região latino-americana e no mundo como uma referência gastronômica, até o ponto de existir turistas que vão ao país, antes de mais nada, para descobrir e aproveitar de sua cozinha.
A ministra de Comércio Exterior e Turismo do Peru, Magali Silva, enviou uma mensagem no qual agradeceu o prêmio e o qualificou como "um reconhecimento para todos os peruanos que amam e conservam os costumes, saberes, aqueles transmitidos de geração para geração".
O prêmio foi recebido por Bernardo Muñoz, Conselheiro Econômico e Comercial do Peru em Madri, que em suas primeiras declarações quis dedicar o prêmio "a todos os membros da rede produtiva da cozinha, que se esforçam todos os dias para tornar possível que a gastronomia peruana esteja onde está".
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Para dar uma ideia da pujança da cozinha peruana, Muñoz lembrou que há no país 80 escolas ou institutos do ramo, além de cinco universidades, onde a cada ano se graduam 15 mil estudantes.
Segundo os dados do próprio setor, a rede gastronômica beneficia direta ou indiretamente 5,5 milhões de pessoas (desde a agricultura e a pecuária até os restaurantes, passando pelo transporte).
Embora seja difícil medir o peso exato da gastronomia no PIB nacional, a despesa global em alimentação representa anualmente pouco mais de 9%.
O "boom" da gastronomia peruana começou primeiro no próprio país: se em 2009 4% dos peruanos tinha costume de sair a comer fora de casa, cinco anos depois essa porcentagem chegou a 36%; isto fez com que 380 mil pessoas, equivalentes a 7% da população ativa, trabalhe no setor da restauração.
Entre as virtudes da gastronomia do país andino está a grande biodiversidade, isto é, as centenas de variedades de batata, alho, milho e grãos (como quinoa), hortaliças e frutas, que são radicalmente diferentes se são do litoral, da serra ou da floresta.



